

Nossa História

Ser Santo Américo é ser humano
O Colégio Santo Américo nasceu sobre a base da formação humana e religiosa, ensinando valores que fossem além da excelência acadêmica para a formação de cidadãos íntegros, justos, éticos e cristãos.
Do Maternal ao Ensino Médio, os currículos de todas essas turmas são constantemente revisados de acordo com as necessidades de nossos alunos, seja com relação ao conteúdo, método de ensino ou uso da tecnologia. Preservando sempre os princípios beneditinos que nos norteiam.
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Quem foi Santo Américo?

Santo Américo foi um jovem príncipe húngaro educado pelo monge beneditino Geraldo, que deu a ele uma educação baseada na formação espiritual.Filho e aluno exemplar, Santo Américo serve de modelo aos jovens de todas as épocas e é considerado protetor dos alunos dos colégios beneditinos.
Nossa história
A história do Colégio Santo Américo tem suas raízes muito antes de sua fundação, remontando à chegada dos monges beneditinos húngaros ao Brasil. Provenientes da milenar Abadia de Pannonhalma, esses monges vieram com a missão de oferecer suporte espiritual aos imigrantes do antigo Império Austro-Húngaro, que enfrentavam o desafio de reconstruir suas vidas após a dissolução do império ao final da Primeira Guerra Mundial. Os registros históricos indicam que o primeiro monge, Dom Arnaldo Szelecz, desembarcou em São Paulo no dia 21 de março de 1931, marcando o início dessa rica trajetória de fé, cultura e educação que culminaria na fundação do colégio. Desde sua chegada ao Brasil, Dom Arnaldo se dedica à difícil missão de localizar as comunidades húngaras espalhadas pela cidade. No início do seu trabalho de pastoral - em escolas de bairro fundadas por diversos grupos de imigrantes e que servem de base para a ação pastoral - ele atende as famílias e celebra missas dominicais. Desde cedo, há uma aproximação do monge beneditino com a comunidade e o compromisso com as necessidades do povo local, desenvolvendo-se trabalhos focados no ensino religioso, na catequese para a Primeira Eucaristia e na celebração das missas. O serviço pastoral de atendimento às famílias húngaras ganha proporções maiores com o passar dos anos, demandando a vinda de novos monges para o Brasil. Estima-se que, à época, a comunidade húngara no Brasil aproximava-se de 150 mil habitantes, sendo 30 mil só no estado de São Paulo. Ainda na década de 1930, desembarcaram em São Paulo para consolidar os trabalhos começados: Dom Anselmo Horzáth (1934); Dom João Markus (1937); Dom Emílio Jordán e Dom Aureliano Hets (1939). Nas décadas de 1930 e 1940, com muito empenho e dedicação, a Congregação Húngara Beneditina estabelece raízes sólidas e profundas em terras brasileiras. Em São Paulo, no terreno doado na Vila Anastácio a D. Arnaldo, no mesmo ano de sua chegada, pelo casal de portugueses Antonio Joaquim da Silva e sua esposa, são construídas a capela e a casa para os padres, vindo este local a tornar-se a paróquia de Santo Estêvão Rei.


Uma nova etapa
No final dos anos 1940, os monges decidem fundar uma escola e uma nova etapa começa a ser escrita. A Congregação, atenta ao contexto local, diante das atividades intensas e como resposta a uma profunda exigência pastoral e espiritual, decide fundar o colégio, pois o trabalho seria ainda mais eficaz e abrangente num ambiente escolar. Assim, no dia 27 de fevereiro de 1951, nasce o Colégio Santo Américo (CSA), no bairro de Santa Cecília, região central da cidade. Logo no primeiro ano de funcionamento foram atendidos 116 alunos, número expressivo à época, que já acenava para o potencial da instituição. Sempre zelando pela consistente formação, em tempos de escassez de docentes, os monges foram os primeiros professores, pois eram devidamente habilitados para a docência. Eles se desdobravam para desenvolver todas as atividades que os envolviam, tanto no Colégio com as demandas acadêmicas quanto no serviço pastoral junto à comunidade.
A confiança e a adesão da comunidade...
O número de alunos do Colégio Santo Américo cresceu significativamente nos anos seguintes à sua fundação e as instalações de Santa Cecília ficaram pequenas diante das demandas. Esse crescimento se deve ao diferencial: a qualidade do corpo docente. Os monges imprimiram qualidade e experiências advindas de estudos realizados em universidades europeias, sempre articulando a formação teológica e a erudição própria da cultura beneditina. Entretanto, para além da dimensão acadêmica, a situação de sofrimento vivida na Europa, continente arrasado pelas guerras mundiais, a ocupação soviética, a implantação do comunismo e até mesmo a perseguição aos religiosos com o exílio de muitos deles, revelaram as dimensões humana e espiritual, advindas da esperança de um novo recomeço e da inspiração para as bases de formação no CSA, com a certeza da fé numa educação de princípios sólidos e fundamentados em pilares beneditinos como escuta, respeito, acolhida, vida em comunidade e responsabilidade social. Nesta trajetória há que se destacar a forte adesão e confiança da comunidade educativa no Colégio Santo Américo.


A sede no morumbi
Ao final da década de 1950, com uma visão de futuro, há uma grande mobilização dos monges e da comunidade para a aquisição de um terreno no Morumbi, sendo este empenho concretizado no ano de 1958. A ampliação do número de alunos atendidos no Colégio faz surgir um novo projeto: a mudança da sede de Santa Cecília para o Morumbi. Fundação de Pannonhalma Em 1963, o sonho se concretizou com o início do ano letivo na nova sede, localizada na Rua Santo Américo, 275. Na inauguração, um majestoso vitral foi instalado no hall do colégio. A obra, criada pelo artista húngaro Bálint Fehérkuty e intitulada Fundação de Pannonhalma, retrata de forma vibrante a história da educação beneditina, que está intrinsecamente ligada à trajetória do Colégio Santo Américo. No vitral, Santo Estêvão, Santo Américo e São Geraldo são representados em um momento significativo: o príncipe Américo recebe do monge beneditino São Geraldo os ensinamentos não apenas sobre as ciências, mas também sobre o caminho da espiritualidade, simbolizando o equilíbrio entre conhecimento e fé, essência da missão educativa beneditina (segue imagem abaixo). O endereço permanece até os dias atuais. Com uma área de 64.000 m², o CSA possui ampla e completa infraestrutura, dotada de muito verde, sendo o espaço físico, organizado e planejado para atender às necessidades da comunidade escolar. Devido as intensas demandas com a amplificação das bases de atendimento do colégio, os monges passaram a cuidar das aulas de Ensino Religioso, das ações da Pastoral e da formação de um corpo docente leigo, de qualidade e em plena sintonia com os princípios da educação desenvolvida. Nesse mesmo ano são fundadas as Obras Sociais, que têm como objetivo prestar assistência à população de baixa renda do entorno da nova sede.
O esporte como um dos pilares...
O Colégio Santo Américo sempre foi reconhecido por sua grande representatividade esportiva, em diversas modalidades, em decorrência das constantes conquistas nos mais diversos torneios escolares. Do Polo Aquático, tradicional modalidade húngara, ao Futebol e Basquete, ao longo do tempo teve o seu nome inserido tanto em contextos escolares quanto nos campeonatos de Federações estaduais. Um dos marcos desta referência esportiva, foi a participação em torneios de clubes, que têm estrutura de treino e seleção de atletas diferentes da realidade escolar. O Santo Américo participou também da Federação Paulista de Basquete nas décadas de 1970 e 1980 como Clube Santo Américo com relevante desempenho, sagrando-se campeão das temporadas de 1977, 1978, vice-campeão em 1979 e novamente campeão em 1980 e 1981. Além disso, o Santo Américo contou, ao longo dos anos, com alunos que se federaram por clubes no Basquete, Futebol, Handebol e Vôlei. Participaram de Seleções Paulista e Nacionais, além de destaques individuais no Xadrez, Esgrima e Natação. Por conta da importância do esporte na formação humana e de toda essa tradição esportiva, o Esporte se concretiza como um dos pilares do Colégio Santo Américo.


Uma missão educativa que se consolida
Os anos se passaram e o Colégio Santo Américo ganhou projeção e se consolidou como uma instituição reconhecida pela educação integral de qualidade ofertada, conciliando uma consistente formação humana e acadêmica sustentada pelos sólidos valores da fé cristã beneditina, reafirmando no cotidiano a vivência prática de sua fé e missão.
A visita do Papa João PauloII
A visita do Papa João Paulo II (1920-2005) ao Brasil, foi a primeira viagem apostólica de um Papa da Igreja Católica Romana no país. Após esta primeira visita oficial, todos os Papas posteriores passaram a incluir o Brasil no itinerário das visitas do Vaticano. O Papa João Paulo II havia assumido o posto de pontífice apenas alguns anos antes, em 1978, era um Papa jovem, de 58 anos de idade, estava no auge de sua popularidade e gozava de plena saúde. O Mosteiro São Geraldo/Colégio Santo Américo teve o privilégio e a honra de hospedar Sua Santidade durante sua estada em São Paulo, entre os dias 3 e 4 de julho de 1980. O Papa percorreu em doze dias, as doze capitais brasileiras e a cidade de Aparecida do Norte (SP), demostrando pleno vigor físico, simpatia e fazendo questão de comunicar-se sempre em português. Em São Paulo, após celebrar a missa no Campo de Marte, aterrissou de helicóptero no campo de futebol do Colégio Santo Américo, por onde caminhou a pé, junto com sua comitiva, até a Paróquia São Bento do Morumbi, local em que foi recepcionado por aproximadamente mil crianças. O trajeto que liga o campo de futebol do Colégio Santo Américo, onde pousou o helicóptero que trouxe o pontífice, até a entrada lateral da Paróquia São Bento do Morumbi, foi batizado de Alameda João Paulo II, em memória de sua visita. Após uma extensa agenda pela cidade de São Paulo, recebeu na Biblioteca do Mosteiro São Geraldo, a delegação da Comunidade Ortodoxa de São Paulo, a delegação da Congregação Israelita Paulista (CIP) e, em seguida, a delegação da Igreja Maometana. Em seguida, jantou no Mosteiro São Geraldo na presença dos bispos da Arquidiocese de São Paulo. Antes de se recolher aos seus aposentos, às 22 horas, recebeu ainda um grupo de universitários – cerca de 100 pessoas – novamente na Paróquia São Bento do Morumbi. O cronograma da visita indica que o Papa João Paulo II retirou-se ao seu aposento apenas à meia noite para descansar, acordando no dia seguinte, dia 4, às 5 horas, para o café da manhã e para a reunião com a sua assessoria. A passagem do pontífice no Mosteiro São Geraldo encerrou-se às 8 horas da manhã do dia 4 de julho, quando se despediu de todos e embarcou no helicóptero com destino ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. A escolha da hospedagem do Papa João Paulo II no Mosteiro São Geraldo é explicada pelos monges beneditinos da casa. Dom Veremundo Tóth destacou uma hipótese para a escolha do Mosteiro São Geraldo de São Paulo: a vontade expressa pelo pontífice de se hospedar numa casa beneditina no ano do jubileu de comemoração dos 1500 anos de nascimento de São Bento, celebrado em 1980. Todas as casas da Ordem de São Bento estavam em festa em 1980, durante as comemorações do jubileu de nascimento do santo, e a escolha da hospedagem no Mosteiro São Geraldo de São Paulo pode ser entendida como uma homenagem do pontífice à congregação beneditina. Em texto explicativo sobre a visita papal, Dom Américo Gácser destaca uma segunda motivação, descrevendo que em decorrência de sua localização privilegiada e pela amplitude do espaço físico, o mosteiro podia assegurar a tranquilidade e acomodar o Papa num ambiente menos turbulento da cidade. Cabe lembrar que o bairro do Morumbi era considerado um bairro periférico e afastado do centro da cidade, no começo de 1980. A visita de Papa João Paulo II ao Mosteiro São Geraldo de São Paulo está amplamente documentada em fotografias, filmagens de vídeo e gravação de áudios, preservados no Banco de Imagem e Som do Colégio Santo Américo. O aposento que hospedou o pontífice permanece igualmente preservado pelo Museu da Abadia São Geraldo e está aberto à visitação pública desde 2000.


Transição década de 80 para 90
Em 1985, o Colégio Santo Américo passou a ser misto, permitindo a inclusão de meninas em suas turmas. Os anos 90 foram um período de significativa transformação na instituição, focado no aprimoramento da infraestrutura e na reestruturação do corpo docente, do currículo e dos sistemas de avaliação, visando uma integração mais eficaz entre o 1º e 2º grau. Em 1994, foi inaugurado o Espaço Musical Eszterháza, um projeto inovador que permitiu aos alunos estudar música dentro da escola, outro pilar do colégio, inicialmente contando com uma equipe de cinco professores e três pianos. Com o tempo, o Espaço expandiu suas atividades, dando origem ao Projeto Arrebol, atualmente conhecido como Projeto Sinfônico Eszterháza, que se dedicou a oferecer educação musical a mais de 300 crianças carentes da comunidade de Paraisópolis e regiões vizinhas, fortalecendo o compromisso do colégio com a inclusão e a formação integral de seus alunos.
O início do novo milênio
O início do novo milênio no Colégio Santo Américo é marcado pela implantação da Educação Infantil, proporcionando a crianças entre um e cinco anos ambientes exclusivos que favorecem seu protagonismo. Em 2009, a demanda crescente por uma educação de qualidade nos primeiros anos de vida culminou na inauguração do Maternal. A partir de 2018, o colégio alcançou um novo patamar ao conquistar o selo UNESCO, tornando-se membro das escolas associadas da ONU, com o objetivo de promover a cultura de paz e valores democráticos. Ainda em 2018 em parceria com a Alumni do Brasil e a Griggs International Academy, dos Estados Unidos, o Santo Américo dá início ao Programa High School, que permite que os alunos que optarem pelo projeto recebam, simultaneamente, os diplomas americano e brasileiro. Em 2019, a instituição se destacou ainda mais ao se tornar uma Cambridge International School, oferecendo uma abordagem diferenciada de ensino de inglês, reconhecida mundialmente.


Covid-19
Nos anos de 2020 e 2021, diante da pandemia de Covid-19, o colégio adaptou-se rapidamente ao ensino à distância, utilizando tecnologias como aliadas, sem perder a essência da formação humana. Nesse contexto, lançou o programa CSA Acolhe, focado em avaliar os impactos emocionais do distanciamento social, e o projeto ConViva, que integra a formação humana e a educação socioemocional desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. O ConViva promove a participação ativa dos alunos na comunidade e oferece formações específicas para pais e colaboradores, valorizando a parceria entre família e escola. Com o objetivo de cultivar um ambiente de acolhimento e diálogo, o programa desenvolve habilidades socioemocionais essenciais, guiado pelos princípios da tradição beneditina, buscando formar cidadãos conscientes e comprometidos com o bem comum.
Para mais 70 anos
Em 2023, o Colégio Santo Américo deu início a uma nova estrutura de gestão e governança corporativa, mais moderna e transparente, com o objetivo de fortalecer a organização financeira, administrativa e pedagógica da instituição. Nesse mesmo ano, em 1º de setembro, o vitral do hall do colégio foi reinaugurado após passar por um cuidadoso processo de restauração, exatamente 60 anos após sua instalação. Este marco simboliza o desafio e a beleza de construir, peça por peça, um projeto educacional que prioriza a formação humana de nossos alunos, fundamentada nos valores e na espiritualidade beneditina. Em 2024, foi inaugurado o Conselho do Colégio, formado por religiosos, docentes, alunos, ex-aluno, pais e colaboradores administrativos, que atuam de maneira ativa e democrática, trazendo diferentes perspectivas e contribuindo para evoluções institucionais. Além disso, criou-se o Concílio, um canal institucional do Colégio Santo Américo dedicado a promover um ambiente educativo saudável e ético. Sua função é identificar, apurar e coibir, de forma confidencial, situações que comprometam os valores da comunidade. Comprometido com a melhoria contínua, o colégio segue atento às demandas contemporâneas, preservando sua tradição nos princípios e valores beneditinos, promovendo uma escuta ativa e incentivando a participação efetiva de toda a comunidade educativa.
